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Renan e a pilantragem… estará ai a natureza da política?
O julgamento do senador Renan Calheiros pelo Senado Federal foi uma decepção nacional, o que levou muita gente a concluir que isto é algo que está na natureza da política. Portanto, a política seria algo ruim para os trabalhadores e trabalhadoras e incapaz de transformar a sociedade. Seria isto mesmo?
De fato, este acontecimento foi muito ilustrativo – e porque não dizer educativo -, no sentido de nos ensinar como se organiza a classe dominante no parlamento, demonstrando que o compromisso com o povo não é uma característica da ampla maioria dos parlamentares que estão no Senado. Fica claro que esta maioria de mulheres e homens públicos legisla de forma privada, garantindo os interesses da minoria dominante da sociedade, e os seus interesses pessoais, sempre na frente dos interesses daqueles que os elegeram.
Mas a política pode e deve ser dos trabalhadores e trabalhadoras. Fica evidente que os operários têm a obrigação de refletir sobre o que aconteceu no Senado, pois foi a parcela da classe dominante que acabou tomando conta do Congresso onde, infelizmente, os desmandos são muitos. A história recente leva a sociedade a qualificar a atitude dos parlamentares como normais, naturais e, portanto, inerente a todos os que têm mandato ou fazem política de qualquer tipo. Isso leva ao pensamento “lógico” de que todos os políticos são desonestos, incoerentes, inconseqüentes e irresponsáveis. Ou seja, “naturalizou-se” a pilantragem na política.
A decisão do Senado em absolver o seu presidente Renan Calheiros reforçou esta idéia, pois, mesmo com as fortes evidências e provas dos negócios espúrios feitos pelo senador e o clamor nacional para que a justiça fosse feita, prevaleceu o interesse privado. Cada senador, escondido pelo voto secreto, absolveu um criminoso sem que a sociedade soubesse como cada parlamentar manifestou o seu julgamento.
Esta é uma manobra utilizada nos dias atuais sob força de lei criada em tempos de ditadura militar, hoje utilizada pelos parlamentares representantes da ditadura de mercado. Esta lei, que garante o voto secreto aos parlamentares, é obsoleta porque não leva em conta os interesses da sociedade atual, mas que foi dita como necessária em tempos nos quais os militares tinham o poder de reprimir os representantes do povo.
Atualmente ela é uma lei muito interessante para esconder a raposa covarde, encorpada por muitos parlamentares incapazes de assumir publicamente o seu compromisso com a classe dominante (a burguesia), e que se escondem sob a pele de cordeiro da lei burguesa. No entanto, é importante ressaltar que não são todos os parlamentares que têm como prioridade o interesse privado em detrimento do público Existe uma minoria conseqüente, que pouco aparece, e que é formada por parlamentares notadamente dignos de serem chamados de mulheres e homens públicos. Mas ainda são minoria e, para contrariar a lógica formal que conclui apressadamente o caráter maligno da política, devemos lembrar que o caso Renan só chegou a ser julgado por insistência do PSOL, um partido pequeno, mas que demonstra compromisso com os trabalhadores.
O PSOL, com apenas um senador, conseguiu a mobilização necessária para levar à frente este caso que não puniu o criminoso, é verdade, mas que está nos fazendo pensar a política, criticando os maus políticos e tentando melhorá-la.
A natureza da política, portanto, não é a pilantragem. A pilantragem aparece quando os postos políticos são ocupados por pilantras. A política deve, na verdade, ser exercida por todos os trabalhadores e trabalhadoras honestos, que lutam no dia-a-dia pela sobrevivência. É assim que se faz com que a política seja o instrumento de transformação capaz de levar a maioria das pessoas à vida plena.
Mas enquanto a política estiver sendo apropriada por uma minoria oportunista, a grande maioria da população estará à mercê dos exploradores e, sem saber, sendo usada como instrumento político para garantir a vida em abundância aos corruptos, pilantras e burgueses. E o que é pior, pensando que está fora da política. Em política não há espaço vazio. Se você não ocupa, alguém o estará ocupando em seu lugar!
Reginaldo Lima
É dirigente do Sindicato Químicos Unificados
Uma resposta para “Renan e a pilantragem… estará ai a natureza da política?”
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BARSÍLIA CONSEGUE SER PALCO DOS CRIMES PERFEITOS, CONTRARIANDO AS TESES. É UMA VERGONHA. VOTAR É OBRIGATÓRIO, MAS JULGAR PODRES POLÍTICOS TEM QUE SER SECRETO E A MARGEM DA OPINIÃO PÚBLICA. ONDE IREMOS PARAR? O QUE MAIS VAMOS ENGOLIR? O BRASILEIRO É MUITO PACIENTE, OU SERIA INCONSCIENTE? MEUS FILHOS AINDA VÃO SOFRER MUITO.
(ESPERO QUE VOCES ATUALIZEM O SITE)
BARSÍLIA CONSEGUE SER PALCO DOS CRIMES PERFEITOS, CONTRARIANDO AS TESES. É UMA VERGONHA. VOTAR É OBRIGATÓRIO, MAS JULGAR PODRES POLÍTICOS TEM QUE SER SECRETO E A MARGEM DA OPINIÃO PÚBLICA. ONDE IREMOS PARAR? O QUE MAIS VAMOS ENGOLIR? O BRASILEIRO É MUITO PACIENTE, OU SERIA INCONSCIENTE? MEUS FILHOS AINDA VÃO SOFRER MUITO.
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Caro companheiro,
parabéns pela sua reportagem, estou ainda mais fortalecido contra esses políticos incompetentes e corruptos.
a minha opinião é que todo País tem que reagir e não deixar os politicos nessa vida mansa de corupção e ladroagem.Deveria começar pela extinção do Senado ou uma paralização geral para mostrar que o povo não aceita mais tanta mentiras e corupção.
vamos nos mobilizadar, uma mudança para melhorar o País ou daqui algum tempo estaremos no tronco e levando chibatadas.