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Nortène Plásticos, em Barueri, a campeã do desrespeito

No Brasil, os ataques aos direitos trabalhistas e a criminalização dos movimentos sociais são frequentes. Sindicatos, movimentos sociais urbanos e rurais, ONGs e diversos outros grupos representantes da sociedade civil são constantemente atacados por empresas que só visam o lucro, e também pelos governos que os deveriam proteger.
Na base do Sindicato Químicos Unificados – Regional Osasco, existem diversas dessas empresas. Porém, nos últimos anos, uma em especial se destaca pela truculência que trata seus funcionários e agride o direito de mobilização e a representação sindical dos trabalhadores.

Ato de repúdio contra a Nortène Plásticos Ltda,
em Barueri, dia 25 de
março de 2010
È a Nortène Plásticos Ltda, localizada em Barueri. Segundo o vereador da cidade, Agnério Neri Ferreira (PT), e dirigentes sindicais, existem informações de assédio moral em vários níveis na empresa, não só na produção.
O vereador foi um dos oradores de um ato de repudio às atitudes da Nortène, realizado pelo Unificados no dia 25 de março, na porta da empresa.
Entre as entidades presentes estiveram: o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; Movimento Terra Livre; Bancários em Luta; Sindicato da Construção Civil de Osasco; Sindicato dos Comerciários de Osasco e Região; Associação dos Moradores de Carapicuíba e Região; além de representantes do PSOL, Conlutas e Intersindical.

Vereador professor Agnério Neri Ferreira (PT), de Barueri
Histórico
Desde 2008, com mobilização, união e luta, os trabalhadores da Nortène conquistaram algumas melhorias nas condições de trabalho. Porém, incomodada com esse fato, a empresa decidiu atacar os trabalhadores e seus direitos.
No início de 2009 a Nortène realizou demissões coletivas; chamou a polícia para agredir trabalhadores e diretores do Unificados durante a realização de uma assembleia; alegou no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que o sindicato obrigava os trabalhadores a ouvi-lo; e criou um regimento interno, como forma de enquadrar e intimidar os trabalhadores.
Além disso, num acidente ocorrido na fábrica no dia 13 de março, a empresa, segundo trabalhadores, alegou culpa de outro trabalhador, sendo que a máquina apresentava problema no dispositivo de segurança. Na semana seguinte, demitiu o dirigente sindical José Francisco Velozo (o Chicão), alegando justa causa.
Ato de repúdio
Durante o evento, que combinou ato de repúdio aos ataques da empresa e a demissão do dirigente Chicão, além de assembleia informativa, diversos oradores se revezaram ao microfone.
Para o dirigente do Unificados e representante da Intersindical Arlei Medeiros da Mata, os trabalhadores não podem aceitar essas atitudes da Nortène. “Estamos falando de uma empresa que ganha todo o seu lucro explorando o trabalhador”, completou o dirigente.
O professor Gegê, representante do Sindicato dos Professores (Apeoesp) e membro da Conlutas, os trabalhadores e os sindicatos não podem aceitar tamanha perseguição aos direitos sindicais. “Precisamos nos unir, toda a classe trabalhadora, os sindicatos. Precisamos estar juntos para resistir a esses ataques”.
Após cerca de duas horas de ato, e uma hora de atraso na produção da fábrica, os trabalhadores entraram todos juntos na empresa, e com a promessa de continuar a luta por seus direitos e melhores condições de trabalho e vida.
Assembleia de campanha
salarial na AstraZeneca
O Sindicato Químicos Unificados – Regional Osasco realizou na empresa AstraZenica uma assembleia informativa sobre a Campanha Salarial 2010 do setor farmacêutico, no dia 24 de março.

Assembleia de campanha salarial na AstraZeneca,
em Cotia, dia 24 de
março
Durante a assembleia, dirigentes sindicais apresentaram aos trabalhadores as reivindicações de melhorias que foram encaminhadas para a patronal e também conversaram sobre problemas específicos da fábrica.
As reivindicações da campanha salarial 2010 são: aumento salarial de 10%; piso salarial de R$ 1.158,00: participação nos lucros e resultados (PLR) de dois pisos; e férias pagas em dobro.

Trabalhadores em assembleia na AstraZeneca, em Cotia,
dia 24 de março de 2010, da campanha salarial do
setor farmacêutico
2 respostas para “Nortène Plásticos, em Barueri, a campeã do desrespeito”
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o dia em o miniteri publico fizer uma vistoria e esta empresa ela fecha. Suas maquinas não oferecem minimas condições de seguranças, seu banheiros e vestiários são inundos e a agua para beber é contaminada.