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Informativo - 20 de Abril de 2010

Assembleia na Invista exige cumprimento do acordo coletivo (07abril10)
 
Assembleia contra irregularidades na Invista (07abril10)
Sob pressão, Invista cancela punições injustas
Multinacional, em Paulínia, instala ilegalmente câmera espiã e ainda pune trabalhadores que exigiram cumprimento da lei

Apanhada em flagrante delito ao infringir a lei e instalar câmera de vídeo para espionar seus trabalhadores, a Invista Tecnologia Têxtil, sediada em Paulínia, para se safar da situação tentou inverter as responsabilidades e puniu quatro trabalhadores com afastamento de suas funções sob a alegação de que eles estariam cometendo assédio moral sobre a encarregada do setor patrimonial, em 13 de abril.


Assembleia na Invista exige cumprimento do acordo coletivo (07abril10)
Assembleia na Invista exige cumprimento do acordo
coletivo da categoria (07abril10)


No dia 16, o Unificados realizou uma assembleia com todos os trabalhadores, expôs o ocorrido e, por unanimidade, foi tomada a decisão de exigir da multinacional o imediato retorno dos quatro trabalhadores a suas funções. Caso contrário haveria paralisação na produção.

Pressionada, a Invista não teve outra alternativa que não há de reverter sua decisão. O RH, conforme procedimento indicado na assembleia, entregou um documento a cada um dos trabalhadores punidos, estabelecendo o retorno deles às atividades no dia 19 de abril, sem qualquer outra punição e sem o desconto dos dias parados.


CLIQUE AQUI para assistir vídeo da assembleia


Independente desta vitória no campo político e da pressão dos trabalhadores diretamente no chão da fábrica, o Sindicato Químicos Unificados protocolará no Ministério Público uma ação contra a Invista para que ele seja responsabilizada pela ilegalidade cometida.


A HISTÓRIA

Quando tomavam café em área interna de descanso na Invista, os trabalhadores notaram que no forro foram colocados fiação e algo semelhante a uma luz de emergência. Como a multinacional pratica de forma rotineira e constante o assédio moral, o grupo, com aproximadamente 20 trabalhadores, desconfiou de que algo estava errado e pediu ao supervisor informações sobre os objetivos da instalação. Ele alegou nada saber.


Câmera ilegal

Trabalhadores eletricista examinaram mais de perto e constataram ser uma câmera de vídeo oculta. Obviamente, ali ela fora colocada pela empresa para gravar e espionar as conversas dos trabalhadores durante o horário de descanso.

Essa prática é proibida por lei por tratar-se de constrangimento e assédio moral. A legislação permite a instalação de câmeras apenas em áreas de segurança patrimonial, como, por exemplo, na portaria, cercas, estacionamentos etc.


Assumiu, mas inverteu

Chamado, o encarregado do setor patrimonial de início disse que o equipamento era “apenas uma luminária”. Contradito pelos eletricistas, ele assumiu que era uma câmera e que havia autorizado sua instalação.

Ainda tentou justificar como sendo “apenas um teste”, mas não conseguiu comprovar isso. A partir daí, começou a dizer que estava em sendo assediado moralmente pelos trabalhadores.

Na sequência, sete do grupo de 20 trabalhadores foram chamados aos recursos humanos. Destes sete, quatro foram dispensados do trabalho e informados de que deveriam aguardar em casa as decisões que a Invista tomaria sobre eles.

Os trabalhadores denunciaram o ocorrido ao Unificados, que no dia 16 fez a assembleia que terminou por obrigar a multinacional a rever sua posição.


Mobilização

Atualmente, os trabalhadores da Invista estão mobilizados e participam de constantes assembleias com o objetivo de fazer com que a Invista cumpra os itens que desrespeita no acordo coletivo da categoria, com destaque para terceirização irregular na produção e a constante prática do ilegal assédio moral.

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